SP pede Socorro

Ando com vontade de falar de sonhos, tenho muitos e muitos são apenas sonhos.

Sou paulista e viver em São Paulo tem seus conflitos e privilégios. Aqui é aonde as coisas acontecem e se desenvolvem de forma mais abrangente, mas não quer dizer que todos tenham oportunidades e o mínimo para sobreviver.

Faz muito tempo que tenho vontade de ser útil a aqueles que vivem em situação de rua, mas não quero ser remédio paliativo, queria ser guia para uma porta de oportunidades de cura.Eu me preocupo principalmente com as crianças, adolescentes e idosos que se veem nas ruas por imposição do destino: fuga de abusos, maus tratos, doença, abondoso.

Eu não tenho conhecimento sobre os serviços sociais, mas é só ir à Praça da Sé para entender que a maior cidade da América Latina não tem sido carinhosa com os seus habitantes.

Era para ser um lugar de passeio, diversão, turismo, há muito tempo, ou desde que me lembro, é um abrigo a céu aberto para quem não tem para onde ir, servindo de banheiro público, lavanderia, cama e púlpito para os delirantes de cristo.

No sábado eu estava passando pela praça e uma senhora estava com o celular falando em vídeo, um grupo de quatro moradores falaram algo que ela respondeu com certo sorriso agradável, me pareceu pensaram que ela estava os filmando, ao se afastar um pouco deles uma criança de uns 12 – 13 anos jogou seu chinelo nas costas dela e esbravejou junto com sua “família”, paralisei, senti vontade de ir até lá chamar a atenção dele. Ela retrucou com palavras e ele foi se juntar aos demais que estavam xingando aquela senhora. Percebi que meu olhar chamou atenção deles, comecei a seguir meu caminho e os ânimos se aquietaram por lá.

Nesta pequena situação, muitas coisas me vieram a cabeça,uma delas foi porque a agressividade? Fiquei repassando a situação na minha mente e apesar de não escutar a discussão, cheguei a dedução que eles pudessem ter se sentido ofendidos, uma vez que, estão lá vivendo de forma humilhante e aquela senhora sorridente passeando e conversando por vídeo, de certa forma, fez parecer um deboche.

Aquela criança agressiva, mal educada, disferindo tantas palavras grosseiras, na hora me deu vontade de chamar sua atenção e alertar que estava falando com uma senhora, a quem ele agrediu jogando seu chinelo, além de dizer umas verdades para os adultos do seu grupo.

Logo senti uma tristeza misturada com: ainda bem que calou a sua boca! Poxa ele pode não ter uma mãe, pai ou responsável que o ensine essas coisas, os adultos ao seu redor visivelmente não possuíam nenhuma estrutura para repassar valores mínimos de educação e respeito ao próximo, quem sabe o que eles já enfrentaram.

Tudo isso me fez pensar no projeto que sempre quis para São Paulo, sonho em ter um espaço para tratamento, educação, inclusão a sociedade e amparo voltado principalmente para crianças, adolescentes e idosos que vivem em situação de rua.

Mas não um lugar que lembre albergues, abrigos, mas sim um lar com escola regular, cursos profissionalizantes, inserção e recolocação ao mercado de trabalho, moradias provisórias para aqueles que precisam, e lares com respeito, cuidado, amor e tratamento para aqueles que necessitam.

Hoje estou disposta a entender melhor os problemas e as categorias que cada morador em situação de rua se encaixa, quais leis e projetos existem para amparo e proteção dessas pessoas, pois quero poder fazer aos poucos algo que valha a pena e faça diferença em suas vidas, pois em um futuro próximo quero poder ajudar a ter uma São Paulo que abraça seus habitantes.

Parece coisa de político demagogo né, mas é o desejo do meu coração, não quero sair desse mundo sem poder ser útil a alguém, sem poder fazer a diferença, não sei se isso é ser egocêntrica ou prepotente, mas não é algo que quero fazer para receber bençãos, mas para acalmar meu coração.

Autora: Aline Santos

Eu e o mar

Será que o amar nos escuta? será que ele entende a minha admiração e pavor?

Fecho os olhos e ouço o barulhos das ondas, a brisa com gotículas de mar, sinto uma paz. Minha mente se dispersa, não consigo me atentar a nada que está ao meu redor. Uma emoção me toma, me contenho para não acharem que estou depressiva. A natureza como as exposições de arte me deixa assim, me aflora as emoções, como se me levassem a outras vidas, outras experiências.

Mas não sei nadar, e o mar me apavora. Tenho medo se ser levada e não conseguir voltar. Quando as ondas vem e batem sobre as minhas pernas, sinto uma onda de nervosismo, fico quase sem ar, me agarro a qualquer amigo que estiver próximo. Invejo cada criança que tem a ousadia e desprendimento, elas são livres, deixam seus corpos serem banhados pela água salgado, riem, vão e vem, nadam!

Ahh como são felizes e os surfistas? tão desbravadores, corajosos. E eu só queria nadar pequenos metros após o limite areia/mar. Me sinto frustada por ser tão medrosa, mas tenho consciência de que o mar tem seus segredos e eu aina não desvendei os primários.

Tenho feito uma lista de desejo a serem realizados antes dos 40 anos, ainda faltam 7, no topo está aprender a nadar no mar e aproveitar as suas ondas, quero praticar surf, mesmo que seja em apenas um pequeno período.

Será que terei uma relação de cumplicidade com o mar? Ele será meu parceiro e permitirá que aproveite suas ondas? Eu espero que sim! Hoje ele é o amigo quero construir uma amizade de gratidão, respeito e felicidade.

Autora: Aline Santos

Criativa e Caótica

Desde pequena tenho uma mente vagante, quando eu tinha uns cinco, seis anos talvez, ficava admirada olhando o céu cheio de estrelas, imaginando se as estrelas conversavam entre si, se haviam pessoas que pudessem chegar lá bem pertinho da lua, acredito que tenha sido por isso que Boa Noite Dona Lua era o meu livro favorito.

Muito curiosa sempre olhava pela janela as luzes acessas dos prédios e pensava como seria cada pessoa, cada família. Na escola em toda matéria que havia a necessidade de muita explicação eu transportava meus pensamentos para outro lugar, bastava uma palavra para desencadear em uma história que eu ia criando sozinha na minha cabeça o enredo e perdia uma parte do que o professor estava discursando.

Acho que é por isso que sempre gostei de ler romances e aventuras, eu me sinto consumida pela historia, como se fizesse parte, isso também tem a sua parte ruim. Eu fico um bom tempo pensando na história, meus sonhos se fundem com os últimos capítulos lidos, fico um pouco sobrecarregada com essas emoções. Loucura né? Será que Freud explica? hahaha

Ultimamente tenho lido muito pouco, por pura preguiça. Na época da faculdade perdi o costume devido ao volume de matérias e o fato de trabalhar mais de oito horas por dia em frente ao computador, por isso as séries ganharam um lugar importantíssimo na minha vida, o que não foi diferente com relação a minha mente criativa e de certa forma caótica.

Eu li na última semana Origem, livro do Dan Brown, sou apaixonada por esse escritor, principalmente por trazer em suas obras, histórias que não conhecemos de lugares super conhecidos, além de proporcionar informações reais sobre arte, tecnologia, arquitetura e um debate inteligente sobre religião e ciência.

Nesta leitura pude perceber como meu cérebro é agitado, fui transportada para a atmosfera emocional que aquelas páginas descreviam, eu sempre faço isso, mas há algum tempo não era tão profundo.

Eu não sinto que a minha vida pertence à ficção, mas fico imersa no contexto, faço correlação com os fatos que acontecem no dia a dia, como se fosse uma espécie de psicóloga literária, mas isso tende a me levar aos extremos de ficar muito empolgada ou muito esgotada.

Será que existem pessoas iguais a mim? Que ficam contagiadas pelo espírito do que assistem ou leem? Acredito que isso seja similar aos fãs de carteirinha de novelas e aos fanáticos por futebol, sabemos que é apenas um momento ou ficção, mas nos entregamos as nossas emoções a cada partida ou episódio, a grande diferença é que eu tendo a criar as minhas próprias histórias a partir das que leio ou assisto.

Hoje percebo que essa também seja a minha maior vocação, criar histórias, contar as minhas experiências e escrevê-las, sinto que pela primeira vez tenho a certeza de possuir um dom, que preciso desenvolvê-lo, mas é a coisa que mais me deixa feliz.

Autora: Aline Santos

Crônica De La Madre

Eu tenho pensado em escrever coisas bacanas por aqui, no início usei esse espaço para o meu abrir de asas espiritual, minha libertação de coisas que foram entaladas por mim mesma.

Hoje penso em me desenvolver nas crônicas e quem sabe evoluir para contos e histórias mais bem elaboradoras, na primeira crônica falei sobre a nossa dualidade em fazer joguinhos para valorizar o “passe” ou se jogar e abrir o jogo sobre o que se sente, eu fico ainda com a segunda opção.

Ainda falarei muito de mim, sinto que é mais verdadeiro, nesta crônica não será diferente, porém usarei pseudônimos, quero falar sobre medo e maternidade, ainda não sou mãe mas venho me perguntando muito sobre isso, vamos lá?

——————————————//————————————————–

Crônica De la Madre

Marina e Luisa costumeiramente almoçam juntas, são colegas de trabalho e certamente sentem que podem falar sobre tudo uma com a outra. Em um desses almoços, restando aqueles minutos preciosos antes de voltar ao trabalho, passeando em um dos corredores do shopping Villa Lobos, se deparam com um rapaz muito bonito com seu filho, Luisa em seus pensamentos se admirou muito mais pelo contraste da situação, logo o assunto maternidade se desenrolou.

Marina muito sábia, porém com pouca idade, disse pensar muito, tem um relacionamento de anos, mas apesar das nuances, se acontecesse se sentiria feliz e amparada, já Luisa sentiu um desespero imenso com essa informação, ela mesma sente vontade e pavor na mesma proporção, ser mãe sem matrimonio então, jamais! Retrucou todos os sofrimentos, as dificuldades, as experiências próximas mas não vividas por ela, mas todas muito válidas naquele momento.

Entre trocas de opiniões, o assunto se modificou, meses se passaram, com quase um ano após essa conversa banal, Luisa ainda pensa sobre ser mãe, inclusive acordou um dia desses pensando que ser mãe solteira depois dos 30 anos não seria nada mal se todo o processo fosse realizado com consciência.

Autora: Aline Santos

É o jogo BB

Sexta – feira de uma semana qualquer em São Paulo, depois de dias repletos de reflexões sobre ser mais abertas e conhecer novas pessoas eu e mais duas aventureiras começamos a ver os cardápios degustativos de alguns aplicativos.

Show de horrores, quantas lebres se achando leopardos predadores e nós não ficamos por baixo, era cada um eu acho, eu não dou a mínima, quem ele pensa que é, que venha atras, quero mas não é assim. Estávamos procurando o que mesmo? Não faço a mínima ideia, talvez suprir uma necessidade básica de afeto e sexo.

Trocamos de aplicativos umas três vezes, começamos a sair mais, algumas evoluções no comportamento social ativo foram acontecendo, estávamos melhorando. Vieram algumas indagações, ora, se eu quero porque tenho que demonstrar que não quero? Se disser que quero um relacionamento sério, mas primeiro preciso saber se tem química, é muito contraditório? Se eu escolher um tipo físico estou me restringindo ou afunilando meu alvo?

Cheguei a conclusão que todos temos um perfil de crush ideal, mas somos surpreendidos se deixarmos acontecer. E esse lance de não demonstrar é um atraso de vida, se eu quero eu digo, se o outro não retribuir parto para a próxima jogada, estamos em época de campeonato BB.

Ah e vamos deixar de ser besta, sexo é muito importante sim e fator de pontuação elevada, estamos computando hein, porém dialogar com quem tem o mínimo de interesse e se mostra interessante é melhor que definir tipos e isso ganha pontos extras.

Então, continuaremos a nossa caça as maravilhas do mar mediterrâneo, não desperdiçando os mariscos que atravessam nosso caminho, até porque não estamos mortas e já passamos da idade de sermos freirinhas. Fuiii!

Autora: Aline Santos

A Bolha Social

Hoje a gente ouve muito as pessoas falando e também falamos sobre esta dentro ou fora da “bolha”, essa bolha pode ser uma referência a viver paralisado em preceitos que já não fazem parte do nosso tempo ou estar entre grupos de pessoas que compartilham mesmos ideais e valores ou aqueles que acreditam que o ser humano precisa ser visto pelo o que ele é em seu interior e não por categorias que favorecem a exclusão ou julgamentos de valor, ou seja, é tudo muito subjetivo.

Nesta última semana tenho pensado muito sobre isso, será que esta concepção de bolha (relacionada a igualdade) é algo que criamos para nos iludirmos de que estamos em progresso social? Ainda jogamos os mesmo jogos, porém disfarçados de Estamos em Novos Tempos. Estou tentando entender em que mundo estamos, sinto que ao passo que estamos abrindo os grupos e as mentes, nos deparamos com atitudes que não se encaixam no mundo atual.

E não se trata somente de podermos ser quem quisermos e da forma que achamos comportável para nós, se trata de querermos fazer parte de algo que nem se quer sabemos do que se trata, somos juízes de tudo e de todos, o que fomos ontem descartamos, pouco importa. Mas na realidade importa, não se esqueça, você não pode renegar quem você foi e apedrejar quem hoje é a imagem do seu passado ou pior você não pode se qualificar superior porque hoje o seu status é de pessoa “verificada” perante os demais. Não se esqueça que você sente dores, sofre, sorri, tem realizações, frustrações e no final vai deixar de existir igual ao “fulaninho” que qualificou como insignificante.

Esse movimento atual de “opiniões” apresentou para mim o quanto estamos afogados e perdidos, queremos romper barreiras, mas não estamos enxergando com clareza como pode ser feito. Vi pessoas que sempre foram “mundanas”, falando da necessidade de retomarem valores que nem elas seguiam ou que apenas foram na onde e estão falando qualquer coisa para fazerem parte da roda.

Me pergunto, será que pegamos o caminho do livre arbítrio louco e desvairado e agora estamos desesperados em sermos reconduzidos ao pasto das boas ovelhas? Ou somos idiotas cegos que acreditamos sermos seres superiores por alguma razão igualmente idiota?. Não descobri qual dos questionamentos é mais próximo da realidade.

Eu estava em uma bolha onde enxergava sincronia nos pensamentos, eu atravessei a linha e vi que estava em um mundo onde não existe, para a maioria das pessoas, essa clareza. Me assustei, pensei que o número de pessoas que não entendem as diversidades e a necessidade de esclarecimentos sociais fosse menor, ledo engano.

Eu sinto um nó na garganta e uma vontade de pertencer a outro mundo, porque percebo que somos uma sociedade formada também por pessoas egoístas, falsos moralistas e ignorantes ( isso não tem a ver com grau de escolaridade), que agem em desacordo com seus próprios discursos. Será que um dia teremos um ar mais puro para respirar? ar de fazer o bem sempre, de primeiro penso depois questiono, de eu não preciso entender para respeitar, me parece que estamos longe de tudo isso, mas espero que um dia isso possa existir.

Autor: Aline Santos

Por favor, cale-se!

Esses dias conversando com uma amiga nos deparamos remoendo frases que sempre são ditas por pessoas que me parecem ter prazer em serem inconvenientes ou possuem pouquíssima sensibilidade para perceberem que estão sendo chatas.

Comecemos com a famosa: Mas você não pensa em casar e ter filhos? Minha filha eu penso em ser plenamente feliz, em ser realizada em todas as áreas da minha vida, casar e ter filhos podem fazer parte do pacote, mas por gentileza não me aponte esse dedo como se eu fosse uma pobre miserável jogada as traças.

Mas também tem a cobrancinha da mamãe: agora só falta você arrumar um namorado. Sim, anota aí as minhas preferências, 1,86, tatuado, verbalmente fluente, sem problemas sociais, bem resolvido consigo mesmo. Estarei em casa aguardando a minha encomenda. Não está fácil Brazeeel, querer a gente quer, mas as opções não estão tão legais assim, até os 80 eu caso, prometo! Claro que eu não respondo assim, mas que dá vontade dá, mas a mãe a gente releva.

A próxima eu não sei se fico constrangida, ofendida ou chateada, por eu ser solteira, parece que tenho a obrigação em ter muitas histórias para contar e uma vida sexual incrivelmente ativa, me desculpem, mas eu sou uma solteira bem pacata, e sim eu sou uma pessoa “normal”, ok?! Não tenho uma vida dupla ou secreta onde tudo ocorre na obscuridade. Até poderia ter uma vida mais interessante e divertida, mas não consigo, Sorry!

Sinto que as pessoas procuram no outro algo que elas já consideram como autorrealização e transmitem para o outro a sua classificação de vida plena. Há uma obrigatoriedade em rotular (não que eu nunca tenha feito isso), de colocar as demais em caixinhas organizadoras. Mas quanto mais você conhece pessoas fora da sua bolha social, mais você descobre que o ser humano é plural e nessa pluralidade o seu padrão de vida, para o outro pode ser a coisa mais absurda do mundo.

No post anterior eu falei sobre a minha relação com os meus irmãos, e o fato de sermos em sete, sim tenho seis irmãos, sempre me trouxe constrangimentos, até eu entender que os demais é quem deveriam cuidar melhor das suas próprias vidas. Eu sempre ouvi: Seus pais não tinham televisão em casa?, eu para sair da situação com bom humor (mas envergonhada por dentro) respondia, sim, mas assistiam canal pornô. Sempre me perguntei o que uma coisa tem a ver com a outra? obviamente nada. Muito escrota essa pergunta. E em muitos casos acompanhava outra: Mas são todos do mesmo pai né?! A minha vontade era de responder: Não, ela comprou cada um lá no supermercado, não seja ridícula!. Qual necessidade de tanta curiosidade?. Eu sempre queria fugir dessa situação o mais rápido possível.

Quem tem cabelo longo ou de coloração diferente também vai se identificar com a próxima, existem pessoas que não controlam o impulso e chegam colocando a mão em nosso cabelo. Eu geralmente costumo lidar tranquilamente com isso, mas é muito chato quando alguém chega sem pedir permissão e no meu caso acompanha a frase: Nossa como seu cabelo é molinho, parece uma esponjinha. Não, não parece e sim, ele não é uma rocha é apenas um cabelo afro. Eu juro que não entendo essa loucura.

Essas frases se estendem inclusive para as questões de gênero, alguém pergunta para um casal hétero de cara a posição que eles praticam na cama? Não! Então porque raios você serumaninho fica instigando a vida dos meus hamigos?. Além de ser de extremo mal gosto é falta de educação coleguinha, não passe mais essa vergonha, tá bom?

E se você ver uma pessoa e não souber definir a orientação sexual dela, não fique fazendo murmurinhos a respeito e tampouco venha me perguntar, segura essa curiosidade sem limites, que mania feia de querer saber o que não é da sua conta, seja mais empática, se ponha no lugar do outro, você não iria querer que ficassem entrando em assuntos tão íntimos.

Essas situações entre outras, servem para a gente ficar mais alerta no nosso dia a dia, pois elas são muito evasivas e podem machucar as pessoas. É muito chato você estar em algum lugar e se sentir incomodada ou constrangida. E acredito que mesmo de forma sutil temos que ir educando nossos amigos e familiares para que percebam e entendam que existem formas mais apropriadas de abordar uma pessoa ou assunto, e em muitos casos o melhor é não dizer nada, guarde apenas para você.

E você já se deparou com esse tipo de frase?

Autor: Aline Santos